sábado, 11 de julho de 2009

Nova Era Michael

By: Naiara Lua Nova


De repente descobri como é viver nos anos 80. Não pelos cabelos ousados, as roupas com ombreiras, as calças de cós alto ou as cores super berrantes. Mas pela Michael mania. Todo mundo cantando Michael. Todo mundo ouvindo o Michael. Todo mundo dançando o Michael. Todo mundo amando o Michael.

Isso não é problema, que dizer gostar do cara que revolucionou a música, a dança e o comportamento das pessoas não é problema algum. “Ressuscitar” nas paradas de sucesso o homem que vendeu 104 milhões de cópias em apenas um álbum (Thriller) também não. Imitar o primeiro astro negro a tocar em rádios e emissoras de TV (MTV, por exemplo) é até uma honra. Mas qual é o problema em tudo isso?

Direi qual é o problema, esperaram Michael Jackson morrer para poderem fazer isso. É claro que milhões de pessoas já o admiravam, porém outras ou tinham vergonha de dizer ou o odiavam e desprezavam e as únicas frases que sabiam proferir quando eu dizia ser fã dele era: “Hum, hum! Aquele pedófilo?” ou “Você é maluca”. Agora todas aquelas pessoas que riam de mim quando eu falava que ele era um gênio e que suas músicas são perfeitas e poéticas viram-se para me dizer: “Virei fã de Michael Jackson!”, “Michael é demais!”, “A música dele é muito boa!”. Hum é mesmo? Eu já sabia.

Fico muito feliz por saber que tem tanta gente curtindo o Mike (veteranos podem chamá-lo pelo apelido), mas fico triste por só descobrirem ou assumirem isso depois dele ter morrido (fisicamente) e sinto-me vingada (isso mesmo, vingada) quando uns e outros que me chamavam de doente por gostar de MJ estarem gostando dele, pessoas que até outro dia só reconheciam como dele “Thriller” e “aquela que ele gravou no Pelourinho”, agora conhecem pelo menos o PF (Greatest Hits) e ficam maravilhados em ouvirem e falarem sobre ele. Como diz o velho ditado “antes tarde do que nunca”.

Portanto, antes de criticarem um gênio procure conhecê-lo e depois se reduza a sua insignificância.